quinta-feira, 19 de maio de 2011
seguirei
em direção ao sul, em direção ao meu sul e ao sul de todo mundo seguirei caminhando e buscando o equilíbrio que tive e que se foi... margens de rios, imensas figueiras, a pampa vasta e plana a me desafiar, a me pedir que persista neste tranco manso... olhos no horizonte, o sol se põe, tudo é magenta... costumes e gentes que aqui estão são o que sou e o que sempre fui... os costumes os mesmos... cavalos à espera da encilha... roda de mate, fogo de chão... não será difícil emergir do charco... mas preciso daquilo que mais vale neste vasto mundo sem tramela... os amigos, os meus poucos amigos...
terça-feira, 17 de maio de 2011
catacumbas...
que distância temos que percorrer até chegarmos às catacumbas? falo das catacumbas de cada um de nós, aquelas que nos aprisionam e não mais nos permitem ser normais? todos temos esta prisão dentro de si... e tenho chegado à conclusão de que basta perdermos um amor para estarmos quase lá... e basta perdermos o amor para não precisarmos de mais nem um passo para isto... esta prisão invisível é cruel... te faz pensar que as coisas estão erradas, sem cor, sem cheiro, sem qualquer coisa que te faça querer seguir e vencer e lutar e viver... esta catacumba te sepulta em vida...
terça-feira, 3 de maio de 2011
o frio
a temporada que lembra os pelegos, vinho tinto, lareira e cobertor de orelha está à porta... geada, chaminé fumegante, a pampa branca ante os olhos... pinhão, feijoada, muita comida... algo melhor?
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