sábado, 28 de agosto de 2010
ser esquecido...
quando percebi então já era tarde... já não havia volta... tudo escuro, barro, sangue... fim... sangue quente escorrendo, luz da lua, carne cortada... silêncio absoluto... e, para escárnio, a via láctea absoluta no céu de agosto... o peito aos poucos mermando, a visão mermando também... o pensamento a voar perseguindo o que antes deveria ter sido feito... emboscar é fácil, defender não... emboscar é trair... e o coração parando enquanto os sonhos se vão... o coração, que explodia de amor, agora é inerte... o coração, que meu mais não era, agora se foi... ser esquecido é morrer...
domingo, 8 de agosto de 2010
a noite
pequeno barulho na gigante noite, pequeno farfalhar de folhas ao vento, ruído, ruído seco de passos, o desconhecido, o que não se consegue ver a acelerar o ritmo cardíaco... íris aberta, ouvido atento... o que vem que não enxergo? o que vem que me desestabiliza? ao não ter o controle da situação nossa mente reage de maneira não usual e então suamos frio... mas tudo há que ser enfrentado, para tudo há maneira, para tudo há solução... pé no chão, mente aberta, alerta absoluto e então o retorno à normalidade... ante o desconhecido, reação imediata... para poder seguir firme e altivo...
domingo, 1 de agosto de 2010
teu
quero tanto que tudo esteja normal... quero tanto que tudo esteja como antes, como quando estive contigo, como quando sempre estive contigo, como quando desde sempre estive contigo, desde antes de te conhecer... sempre estive contigo, mesmo antes de eu ter te visto... sempre, sempre... te vi e o que não era tu não era nada... te vi e então bastou... te vi e passei a te pertencer, antes de te conhecer... depois, quando te soube, mais teu fui... quando ouvi tua melodia meus ouvidos moucos não mais foram... teu sou... teu... para sempre...
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