quarta-feira, 14 de abril de 2010
a batalha
atacávamos pelos flancos, em ondas, em cargas rápidas e breves... e voltávamos deixando-os desnorteados... deixávamos que pensassem em se recuperar e atacávamos novamente, da mesma forma, pelos flancos, rapidamente, breves estocadas dilacerando aqueles outros, que não éramos nós, aqueles que se opunham ao nosso avanço, aqueles que não entendiam quem éramos nós... então, depois do território conquistado, seguíamos adiante para os próximos territórios a conquistar... no meio de cada batalha havia o que era mais importante então... a festa, o regozijo pela conquista, o deleite por tamanha coesão e eficiência... sempre foi a melhor parte esta na qual nos felicitávamos e reconhecíamos estar fazendo a coisa bem feita, da melhor maneira possível... tanto que éramos invencíveis... e conquistamos tudo o que buscamos... a vastidão da pampa toda nossa... a vastidão da pampa para sempre... no peito, o coração a exultar, um grande alento depois de cada batalha... sem jamais esquecer de participar da festa, aonde se colhem os louros pela conquista... a parte principal está entre cada batalha...
domingo, 4 de abril de 2010
na retina...
foi em um domingo de sol, há muito tempo, que te vi por vez primeira, em meio à multidão... e quando te vi, exatamente naquele instante, a multidão desapareceu e ficaste para todo o sempre em minha retina, no vidro de meus olhos... eras tu e uma grande luz ao teu redor... e tu eras pura luz a invadir meu ser, te tornando presença indivisível, transformando minha vida para todos os séculos dos séculos... um dia eu serei pó e ainda assim continuarei contigo por meio de nossas sequências, através do que fizemos... sei, desde então, o que a palavra imprescindível significa... e tudo isto é um grande alento em minh'alma...
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